QUANDO DEUS DIZ NÃO




“A minha graça te basta” (2 Co 12:9).

Há momentos em que Deus diz não. Não adianta insistir. Não adianta argumentar. Não adianta reclamar. Há momentos em que Deus diz não. Essa foi a experiência do apóstolo Paulo que, por causa da grandeza das revelações espirituais que recebeu e da tentação da vaidade espiritual, teve que suportar um espinho na carne. Não sabemos se era enfermidade, ataques do diabo ou oposição de perseguidores, mas sabemos que era algo quase insuportável e Paulo pediu ao Senhor insistentemente que esse espinho fosse removido. Deus disse não. Por que, às vezes, Deus se recusa a atender nossos pedidos? Primeiro, para que possamos reconhecer nossa fragilidade diante das circunstâncias da vida. Ser cristão não significa estar imune às enfermidades, provações, necessidades, injúrias, incompreensões que ocorrem em nossas vidas. Ás vezes elas são necessárias para que possamos reconhecer nossa incapacidade de enfrentar tais coisas por nós mesmos. Um dos maiores impedimentos ao crescimento espiritual é a auto-suficiência. Por isso, Deus não responde certas orações: para que confessemos nossa fragilidade. Em segundo lugar, Deus diz não para que possamos experimentar bênçãos maiores e melhores do que as que pedimos. Seria mais confortável se Deus simplesmente removesse o espinho na carne. O alívio seria imediato. Mas isso nos impediria de experimentar o poder sobrenatural de Cristo que nos capacita a viver com alegria mesmo no meio das tribulações. Experimentar a graça e o poder de Jesus é melhor do que parar de sofrer. Em terceiro lugar, Deus diz não para que possamos demonstra-lhe que nosso amor não é interesseiro. Quando amamos a Deus, sabemos que mesmo um não dele é para nosso bem e para sua glória. Não ficamos tentando interpretar a razão porque Deus diz não. Simplesmente confiamos que as razões de Deus são sempre melhores que as nossas, e que essas razões nascem do coração do nosso Pai que nos ama com amor eterno. Não sei qual a luta que você passa neste momento. Talvez você esteja insistindo com Deus para remover um problema, uma dificuldade, um sofrimento. Muitas vezes, Deus faz exatamente o que pedimos. Mas, às vezes, o amor de Deus é demonstrado por um não que na verdade é um sim para bênçãos mais profundas do que aquelas que estamos pedindo.

Jorge Issao Noda

APRENDENDO NO DESERTO


Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto” (Dt 8:2; leia 8:1-8).

Por que Deus permite a tribulação? Muitos hoje defendem a tese de que as tribulações vêm do diabo e que a vontade de Deus é uma vida sem problemas. A mensagem passada é que o Senhor não quer o sofrimento dos seus filhos e uma vida de plena comunhão com Deus é aquela imune às lutas comuns de todos os seres humanos. Mas a própria Palavra de Deus nos afirma que, muitas vezes, o próprio Deus nos manda para o deserto. E, para que não tenhamos dúvidas sobre isso, lembremos que nem mesmo o Filho de Deus estave isento da provação. O Espírito Santo o conduziu ao deserto para ser tentado pelo diabo.

No deserto, Deus nos humilha. Ele sabe que o maior inimigo de nós mesmos é o ego: o orgulho, a vaidade, a soberba, a prepotência, a auto-suficiência. Deus quer nos livrar da justiça própria que recusa-se a reconhecer os seus próprios pecados. Deus quer nos livrar da hipocrisia que estabelece altos padrões morais para os outros, mas que não move um dedo para vivê-los. Deus quer nos livrar de um espírito crítico que vê o menor argueiro no olho do irmão, mas não consegue perceber a trave que está diante dos seus olhos. No deserto, Deus nos faz ver quem realmente somos. As máscaras caem. Os pecados mais íntimos são revelados. Arrependimento e contrição são seguidos pelo perdão de Deus que nos faz humildes na sua presença.

No deserto, Deus nos prova. Não temos dúvidas da onisciência de Deus. Ele sabe o que ocorre nos recessos de nosso coração. Ao mesmo tempo, Deus quer evidências de que estamos prontos à obedecê-lo de todo coração. Palavras somente, por mais tocantes que sejam, não são suficientes. Podemos confessar com lágrimas que amamos a Deus e estamos prontos a entregar nossa vida para ele. Mas é no deserto que demonstramos a realidade de nosso amor por Deus. Quando tudo vai bem, é fácil louvar a Deus. No deserto, contudo, descobrimos o que está em nosso coração. Se murmuração, ingratidão e desejos de voltar para o Egito ou uma fé inabalável naquele que prometeu uma terra que mana leite e mel.

No deserto, Deus revela sua provisão. Enquanto vivemos na ilusão de que somos capazes de resolver nossos problemas e conduzir nossas vidas, não sabemos o que é a intervenção de Deus. Confiamos mais em nosso contra-cheque, em nossas posses, em nossas habilidades. No deserto, descobrimos que a água pode jorrar da pedra e o pão pode vir do céu. Experimentamos, na prática, a presença de Deus agindo de forma inconfundível e podemos dar testemunho de que ele é o Deus vivo.

No deserto, Deus nos alimenta espiritualmente. Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. A verdade de Deus nos alimenta, nos fortalece, nos dirige, nos corrige, nos educa, nos disciplina. Ela é a nossa vida. Como uma árvore ao lado de um rio, assim é aquele que ama a Palavra de Deus. Suas folhas são verdes e seus frutos abundantes. Como um pai, Deus nos disciplina para que alcancemos a maturidade.

Por isso, não desfaleça no deserto. Há um propósito. Há uma necessidade. E quando você entrar na terra prometida, você se lembrará que as mais preciosas lições da vida foram aprendidas no deserto.

Jorge Issao Noda

APRENDENDO NO DESERTO


Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto” (Dt 8:2; leia 8:1-8).

Por que Deus permite a tribulação? Muitos hoje defendem a tese de que as tribulações vêm do diabo e que a vontade de Deus é uma vida sem problemas. A mensagem passada é que o Senhor não quer o sofrimento dos seus filhos e uma vida de plena comunhão com Deus é aquela imune às lutas comuns de todos os seres humanos. Mas a própria Palavra de Deus nos afirma que, muitas vezes, o próprio Deus nos manda para o deserto. E, para que não tenhamos dúvidas sobre isso, lembremos que nem mesmo o Filho de Deus estave isento da provação. O Espírito Santo o conduziu ao deserto para ser tentado pelo diabo.

No deserto, Deus nos humilha. Ele sabe que o maior inimigo de nós mesmos é o ego: o orgulho, a vaidade, a soberba, a prepotência, a auto-suficiência. Deus quer nos livrar da justiça própria que recusa-se a reconhecer os seus próprios pecados. Deus quer nos livrar da hipocrisia que estabelece altos padrões morais para os outros, mas que não move um dedo para vivê-los. Deus quer nos livrar de um espírito crítico que vê o menor argueiro no olho do irmão, mas não consegue perceber a trave que está diante dos seus olhos. No deserto, Deus nos faz ver quem realmente somos. As máscaras caem. Os pecados mais íntimos são revelados. Arrependimento e contrição são seguidos pelo perdão de Deus que nos faz humildes na sua presença.

No deserto, Deus nos prova. Não temos dúvidas da onisciência de Deus. Ele sabe o que ocorre nos recessos de nosso coração. Ao mesmo tempo, Deus quer evidências de que estamos prontos à obedecê-lo de todo coração. Palavras somente, por mais tocantes que sejam, não são suficientes. Podemos confessar com lágrimas que amamos a Deus e estamos prontos a entregar nossa vida para ele. Mas é no deserto que demonstramos a realidade de nosso amor por Deus. Quando tudo vai bem, é fácil louvar a Deus. No deserto, contudo, descobrimos o que está em nosso coração. Se murmuração, ingratidão e desejos de voltar para o Egito ou uma fé inabalável naquele que prometeu uma terra que mana leite e mel.

No deserto, Deus revela sua provisão. Enquanto vivemos na ilusão de que somos capazes de resolver nossos problemas e conduzir nossas vidas, não sabemos o que é a intervenção de Deus. Confiamos mais em nosso contra-cheque, em nossas posses, em nossas habilidades. No deserto, descobrimos que a água pode jorrar da pedra e o pão pode vir do céu. Experimentamos, na prática, a presença de Deus agindo de forma inconfundível e podemos dar testemunho de que ele é o Deus vivo.

No deserto, Deus nos alimenta espiritualmente. Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. A verdade de Deus nos alimenta, nos fortalece, nos dirige, nos corrige, nos educa, nos disciplina. Ela é a nossa vida. Como uma árvore ao lado de um rio, assim é aquele que ama a Palavra de Deus. Suas folhas são verdes e seus frutos abundantes. Como um pai, Deus nos disciplina para que alcancemos a maturidade.

Por isso, não desfaleça no deserto. Há um propósito. Há uma necessidade. E quando você entrar na terra prometida, você se lembrará que as mais preciosas lições da vida foram aprendidas no deserto.

Jorge Issao Noda