IGREJAS QUE APRENDEM

IGREJAS QUE APRENDEM

Há alguns anos o pesquisador de Harvard, Peter Senge, demonstrou que as organizações tendem a se fragilizar e até deixar de existir se não estiverem comprometidas com um constante processo de aperfeiçoamento através da aprendizagem continuada. Foi ele quem cunhou a expressão “organizações que aprendem”. Para ele, cada membro precisa viver a aprendizagem como um estilo de vida e todos precisam melhorar constantemente seus conhecimentos e habilidades para que a missão da organização seja cumprida.

Enquanto muitas organizações visam o lucro como seu principal objetivo, a igreja tem como missão fazer discípulos de todas as nações (Mt 28:18-20). Nesse sentido, podemos dizer que a ideia de organizações que aprendem começou quando Jesus ensinou seus discípulos a fazer discípulos, ensinando-os a guardar tudo aquilo que ele ordenou. Na perspectiva bíblica, todas as igrejas precisam ser necessariamente organizações que aprendem.

Ao mesmo tempo, é triste constatar que o potencial para o cumprimento da missão fica adormecido quando a maior parte das pessoas que dizem ser discípulos de Jesus simplesmente não buscam fazer da aprendizagem constante um estilo de vida. Pelo contrário, muitos deixam-se levar pela correria e ativismo do dia a dia, priorizando o aqui e agora, valorizando os projetos pessoais em detrimento da ordem dada por Jesus.

Cabe principalmente aos líderes “equipar os santos para o desempenho do seu serviço” (Ef 4:12), isto é, edificar igrejas que aprendem. Uma igreja que aprende tem consciência de sua identidade em Cristo, vê com clareza seu propósito, busca constante aperfeiçoamento e compromete-se com a missão de fazer discípulos de Cristo.

Como podemos ser igrejas que aprendem?

  1. Reúnam-se diante de Deus buscando juntos a identidade da igreja e sua razão de existir.
  2. Façam um levantamento honesto das áreas que precisam de aperfeiçoamento e estejam prontos a reconhecer o diagnóstico alcançado.
  3. Busquem na Palavra de Deus o que deve ser feito a partir do diagnóstico.
  4. Definiam estratégias de aprendizagem que vão além de escolas bíblicas e cultos de doutrina, mas que façam parte de tudo o que a igreja e seus membros fazem.
  5. Verifiquem se está havendo aprendizagem, isto é, se cada membro está crescendo, adquirindo e exercitando habilidades ministeriais como evangelismo, discipulado, aconselhamento, etc; além de terem seu conhecimento bíblico e teológico fortalecido.
  6. Continuem sempre avançando porque igreja que aprendem não param de aprender.