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FORTES NA FÉ

“Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” (At 16:5).

 

Muitas igrejas, atualmente, estão crescendo em número, mas não estão fortalecidas na fé. O Senhor Jesus nos ordenou a fazer discípulos, ensinando-os a guardar tudo o que ele nos ordenou. A pergunta básica que devemos fazer é se os pregadores de hoje estão sendo fiéis à comissão do Senhor da Igreja. O evangelho de Cristo tem um conteúdo definido de verdades inegociáveis: a glória de Deus, a autoridade das Escrituras, a pecaminosidade do ser humano, a divindade e humanidade de Cristo, a salvação somente pela fé, a regeneração pelo Espírito Santo, arrependimento dos pecados e fé em Cristo, a santificação progressiva, a igreja como corpo vivo de Cristo, a segunda vinda de Cristo, o céu e o inferno. Tais verdades não são periféricas, fazem parte da essência da fé.

A fragilidade da fé põe em perigo a estabilidade da igreja. Sem convicções estabelecidas, o povo de Deus se torna refém dos ensinos mais estranhos,  comprometendo a saúde espiritual das pessoas e a glória de Deus.  O nome de Deus tem sido escarnecido na sociedade por causa de líderes inescrupulosos que, em nome do evangelho, ensinam um estilo de vida egoísta e materialista, contradizendo diretamente o ensino de Cristo. Uma mensagem assim não expõe a realidade do pecado, não conduz ao arrependimento sincero, não produz verdadeiros discípulos de Cristo. Tal “evangelho” é um outro evangelho.

Precisamos nos firmar nas verdades do evangelho. Mesmo vivendo em tempos pós-modernos, onde não se acredita mais em verdades absolutas, devemos afirmar claramente que “céus e terra passarão, mas a palavra de Deus permanece eternamente”. Estar fortalecido na fé não é somente ter convicções doutrinárias, mas é permitir que tais convicções transformem todo nosso ser, inflamem nosso amor por Deus, nos façam verdadeiros adoradores, nos mova de compaixão pelos prisioneiros do erro.

Os mártires da igreja primitiva não iam ao encontro da morte com louvor nos lábios por causa de uma teologia de prosperidade. Eles sabiam que Cristo havia pago o preço do seu resgate e que a glória de Deus era mais importante que o seu bem estar. Nada podia demovê-los da convicção que a eternidade é infinitamente mais gloriosa que qualquer benesse terrena. Eles realmente estavam fortalecidos na fé.

Que o seu exemplo nos encoraje a assumir nossa responsabilidade como discípulos de Cristo e que, assim, muitas vidas preciosas cheguem ao conhecimento do verdadeiro evangelho, pois o crescimento numérico sadio procede de uma fé forte, uma fé construída sobre a solidez da verdade de Deus.

Jorge Issao Noda

 

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