CURSO ONLINE DE APOCALIPSE


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Apresentação

Este curso é formado por 29 aulas em áudio e texto. Como se trata uma gravação de aulas ministradas presencialmente, o material tem um tom mais espontâneo. Para todos os alunos  inscritos, o curso completo estará continuamente acessível.

Propósito

Este curso tem como propósito fornecer uma visão abrangente do livro do Apocalipse, enfatizando suas implicações práticas para os cristãos nos dias de hoje.

Objetivos específicos:

  1. Compreender os princípios de interpretação da literatura apocalíptica
  2. Analisar os textos dentro do contexto do livro e das Escrituras em geral
  3. Mostrar como a mensagem do Apocalipse relaciona-se com a nossa realidade presente
  4. Esclarecer dúvidas sobre alguns assuntos controvertidos
  5. Descobrir as implicações práticas do livro para a vida cristã

Método

O curso é basicamente composto de uma exposição em áudio e um texto que esclarece ou resume o assunto. Para melhor proveito, é importante que o texto bíblico seja lido antes da exposição. A qualquer momento, o aluno poderá enviar suas perguntas ao professor através de email. Em cada aula haverá exercícios de fixação e perguntas para a reflexão. Ao fim do curso, o aluno fara uma avaliação objetiva com nota mínima de 7,0 e receberá um certificado de conclusão.

Valor: R$ 33,00.

Para fazer o curso basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções para efetuar o pagamento. Em breve, você receberá seu código de usuário e senha para acessar o conteúdo completo do curso.

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MORRER PARA FRUTIFICAR

 

Spiritual-Growth“Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica ele só, mas se morrer, produz muito fruto” (Jo 12:24).

 

No primeiro dia em que Pedro pregou o evangelho, depois do derramamento do Espírito Santo, três mil vidas se entregaram a Cristo. Em pouco tempo, já eram cinco mil. Em poucas décadas, os discípulos de Cristo se multiplicavam por todo o Império Romano. Ainda hoje os estudiosos procuram entender como pôde haver um crescimento tão prodigioso. Não havia transportes rápidos, não havia imprensa, não havia sistemas de correio, telégrafo ou internet, mas o evangelho se espalhou como um poderoso incêndio. Judeus e romanos fizeram de tudo para conte-lo. Perseguiram, torturaram, mataram cristãos, mas nem todo o seu poder militar e político pode deter o avanço da igreja.

Hoje, apesar de toda a liberdade que desfrutamos e todos os recursos tecnológicos de que dispomos, nossa influência é mínima em uma sociedade decadente. Sem dúvida, os evangélicos têm crescido numericamente de forma impressionante nos últimos anos. Mas pouco se vê do espírito indômito e do amor fervoroso dos primeiros cristãos. Pelo contrário, vemos multidões que enchem os templos aos domingos, mas não conseguem vivenciar os princípios mais básicos do evangelho em sua vida secular. Hoje, ser evangélico não significa necessariamente ser ético. Aparentemente, não há nenhum incômodo na consciência professar a fé em Jesus e, ao mesmo tempo, viver de acordo com o sistema de corrupção e relativismo que domina a sociedade.

Como poderemos ver a multiplicação da igreja primitiva nos dias de hoje? Temos que estar dispostos a morrer para nós e viver para Cristo. Nada, senão a morte de nosso ego pode produzir vida. De que adianta uma semente que não morre? Ela fica sozinha. Ela não cumpre o seu propósito. Ela traz consigo a vida de muitas outras sementes, mas, se não morrer, nenhuma delas virá à existência.

Morrer significa destruir o ídolo do egoísmo, para adorar o Deus único e verdadeiro. Morrer significa preferir o desprezo e a vergonha, a negociar o evangelho no mercado dos ganhos fáceis. Morrer significa dar prioridade ao reino, confiantes de que as demais coisas nos serão acrescentadas. Morrer significa perder tudo, “para ganhar o que não se pode perder.”

Estamos dispostos a morrer para multiplicar? Estamos dispostos a dedicar nossas vidas no altar da consagração para que outros possam viver? Conseguimos vislumbrar os frutos de vidas transformadas por nosso intermédio? O Filho de Deus deu a sua vida, para que pudéssemos estar para sempre na presença de Deus. Ele mesmo deu o exemplo para sigamos os seus passos.

Jorge Issao Noda

 

A PRESENÇA QUE DISSIPA O MEDO

 

“… não temas porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41:10).

Nem sempre estamos prontos a reconhecer nossos temores. Ao mesmo tempo, só Deus sabe quanto sofrimento e inquietação experimentamos diante da possibilidade de perder um emprego, contrair uma enfermidade grave, sofrer um acidente ou passar pela terrível experiência de ser assaltado. Também sabemos o que é ter medo de fracassar, medo do desconhecido, medo da rejeição, medo do novo, medo do sobrenatural. A lista é infindável e o problema é bastante real.

Como podemos dissipar o medo? Como podemos nos livrar dos temores que nos escravizam? Como podemos reunir coragem para sair em campo aberto aceitando os desafios que Deus coloca diante de nós? Se confiássemos em nós mesmos, em nossas habilidades, força ou inteligência, nossos temores seriam plenamente justificados. Somos frágeis, somos precipitados, somos pecadores. Não temos poder necessário para garantir nossa segurança diante de um mundo marcado por perigos e ameaças. Nada pode dissipar o medo senão a convicção de que Deus está conosco. Esta é a presença que dissipa o medo. “Não temas porque eu sou contigo”. Está a promessa de Deus. Ainda que nuvens escuras cubram nosso céu e prenunciem tempestades incontráveis, o Senhor da criação está ao nosso lado. “O Senhor é a minha luz e a minha salvação, a quem temerei?” (Sl 27:1). Ainda que o adversário nos ameace e nos afronte, temos a certeza que maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo (Cf. 1 Jo 4:4).

Deus está presente porque fez uma aliança conosco. “Eu sou o teu Deus.” Pela fé em sua promessa, sabemos que Cristo morreu por nós e nos resgatou para si. Agora, somos adotados por Deus e podemos chamá-lo de Pai. Somos povo de Deus, somos sua propriedade exclusiva. E, “se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8:31). Deus cuidará de nós como a menina dos seus olhos. Não há nenhum mérito em nós, mas todo o mérito na obra que Cristo realizou em nosso lugar. Agora temos pleno acesso à própria sala do trono de Deus.

Mesmo quando nos sentimos fragilizados pelos temores da vida, ouçamos a promessa de Deus: “eu te fortaleço”. Não importa quais são nossos medos, na fraqueza encontramos força quando confiamos na graça de Deus. “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2 Tm 1:7). O medo nos impede de realizarmos muitas coisas para Deus. Como o povo de Israel, deixamos de entrar na Terra Prometida porque tememos os gigantes e nos achamos incapazes diante das muralhas que erguem diante de nossos olhos. Receiamos compartilhar o evangelho com os outros pelo medo da rejeição. Não ousamos usar nossos dons pelo medo do que os outros vão pensar. Não tomamos a iniciativa de avançar na missão da igreja porque temos o medo da falta de recursos. Que Deus nos fortaleça e nos dê o espírito de Josué: “… o SENHOR é conosco, não os temais” (Nm 13:33).

Quando nos encontrarmos em situação de perigo, lembremos da promessa de Deus: “eu te ajudo e te sustento com a minha destra fiel”. “Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra” (Sl 121:1). Isto não é mera poesia, é verdade confirmada infindáveis vezes por aqueles que ousaram confiar nas promessas de Deus, mesmo a despeito das circunstâncias. “Ainda eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam” (Sl 23:4).

Medos e fobias fazem listas intermináveis, mas não importa o tipo, a presença de Deus dissipa qualquer um deles. Por isso, busque a Deus em oração, louve o seu nome, alegre-se na sua presença, guarde no seu coração as suas promessas, contemple-o na beleza de sua santidade. Assim, o resplendor de sua glória brilhará acima dos seus temores e você seguirá corajoso para conquistar aquilo para o que você já foi conquistado por Cristo Jesus.

Jorge Issao Noda

O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO

“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Coríntios 3:18).

Você gostaria de ser diferente? Você se entristece quando descobre muitos comportamentos e atitudes na sua vida que deveriam não existir? Ou você acha que está tudo bem e são as pessoas ao seu redor que precisam mudar? Enquanto não entrarmos na eternidade, todos nós temos muitas coisas que mudar. Só que nem sempre é fácil. Às vezes até achamos que mudamos, mas acabamos voltando aos antigos caminhos. Paulo nos mostra o caminho para a transformação real.

Em primeiro lugar, nós devemos lembrar que o nosso objetivo é alcançarmos a própria imagem de  Cristo. Em outras palavras, não podemos nos dar por satisfeitos até que sejamos perfeitos em Cristo, até que cheguemos à estatura de varão perfeito, até que a plena glória do Senhor brilhe através de nós. Esse é um objetivo extremamente elevado, mas “aquele que começou a boa obra em nós há de completá-la até o dia de Cristo” (Fl 1:6).

Em segundo lugar, devemos lembrar que a transformação é prioridade de Deus em nossas vidas. Nada é mais importante que isso. Na verdade, esse é o propósito de Deus, com paulo escreveu: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29). O que tem sido prioridade em sua vida? Nós descobrimos nosso verdadeiros valores quando descobrimos quanto tempo, atenção e dinheiro estamos investindo em certas coisas. No afã de conquistarmos as coisas materiais, nos esquecemos de que nossa vida de comunhão com Deus é mais importante.

Em terceiro lugar, essa transformação acontece quando contemplamos a Cristo. O véu que cobria os nossos olhos espirituais foi removido pelo poder do Espírito Santo. Agora vemos quem é Jesus, o que significa ser uma nova criatura, como o sacrifício de Cristo nos salvou. Mas como nós contemplamos a Cristo? Nós olhamos para Cristo como alguém olha no espelho. Só que a imagem que vemos lá não é nosso reflexo, mas é a glória de Cristo. Quando mais olhamos para Cristo, mais conhecemos quem Deus é, pois Cristo é “a imagem do Deus invisível” (Cl 1:15). Estamos tão envolvidos na correria do dia a dia que não conseguimos separar tempo para nós mesmos com Deus. A transformação só é possível quando dedicamos tempo e atenção em meditarmos na glória de Cristo como está revelada na Palavra de Deus. Não devemos ler a Bíblia simplesmente para buscar mensagens para nossos desejos egoístas, mas para conhecer a glória de Deus na face de Cristo. Quando mais aprendemos a contemplar, mas experimentamos a vontade de Deus, como está escrito:  “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

Em quarto lugar, devemos nos dedicar a um constante crescimento espiritual. A transformação não acontece de forma instantânea e completa. Ela é gradual, é um processo, é “de fé em fé” (Rm 1:17).  Quanto mais contemplamos a glória de Cristo, mas parecidos ficamos com ele. Não devemos desanimar quando descobrimos que ainda há muitas áreas para mudar. Pelo contrário, vale a pena perseverar em nosso crescimento espiritual até que as pessoas mais próximas de nós podem dar testemunho de que Deus tem trabalho em nossas vidas. O importante é que haja progresso espiritual, que possamos ver que hoje estamos mais maduros do que ontem e que amanhã, estaremos mais perto da imagem de Cristo. “Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 Jo 3:2,3).

Em quinto lugar, a transformação só é possível pela ação sobrenatural do Senhor, através do Espírito Santo que habita em nós. Uma transformação radical assim jamais pode ser alcançada pelo mero esforço humano. Nossas melhores tentativas simplesmente vão fracassar porque o objetivo é tão elevado, tão sublime, que só pode ser alcançado pela manifestação do poder do Senhor em nós. Por isso, nada pode substituir a oração, a confissão, a humilhação e a busca contínua do Senhor para que experimentemos essa transformação.

O caminho da transformação ensinado por Paulo é muito diferente das mensagens que ouvimos hoje, mas é o caminho de Deus. Por isso, Deus nos conceda a graça e a determinação para sermos cada vez mais parecidos com Cristo, até que o vejamos como ele é!

Jorge Noda.

A IGREJA PERSEGUIDA

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“Não me envergonho do Evangelho porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1:17).

Neste momento pelo menos 100 milhões de cristãos ao redor do mundo estão debaixo de algum tipo de ameaça ou realidade de perseguição. Irmãos em Cristo têm sido expulsos de suas casas, seus bens confiscados e são tratados como párias da sociedade. Os dois maiores grupos perseguidores dos cristãos são comunistas e radicais islâmicos. Para os primeiros, o cristianismo é uma ideologia reacionária perigosa e alienante. Para os segundos, cristãos são infiéis que ensinam aberrações, negam o profeta de Deus Maomé e rejeitam as leis de Alá. Nossos irmãos em Cristo não têm vergonha do Evangelho, mesmo diante das mais violentas perseguições.

Nós cristãos do Ocidente, nem sempre estamos cientes dos sofrimentos indescritíveis experimentados por nossos irmãos em Cristo neste mesmo instante. Nós nos acomodamos às nossas atividades comuns e nem nos ocorre o quanto famílias inteiras lamentam a perda de entes queridos e clamam pela intervenção de Deus.

Peçamos a Deus que ele nos permite ver e sentir a realidade da igreja perseguida. Oremos para que nossa indiferença se torne em consciência, nossa consciência em compaixão, nossa compaixão em ação. O que podemos fazer, em primeiro lugar? Os irmãos da igreja perseguida dizem: “Orem por nós”. Muitos acham a oração inócua, mas para Deus é o instrumento que ele usa para operar grandes coisas. Ainda que muitos de nós não possam estar lá onde nossos irmãos estão sendo perseguidos, nós podemos estar com eles em oração, sabendo que nosso Deus é poderoso para superar todas as nossas expectativas. Oremos especialmente para que os perseguidos por Cristo permaneçam firmes.

Nós também podemos participar enviando ofertas através de organização como a Missão Portas Abertas. O que mandarmos pode ser uma gota de água no oceano de necessidades, mas nossas doações serão recebidas como sinais de nosso compromisso com a igreja perseguido e nosso amor por nossos irmãos que sofrem.

Outra ação concreta que podemos fazer é viver a plenitude do evangelho onde estamos. Se desejarmos ser fiéis a Cristo em todas as áreas da vida, com certeza seremos alvo de rejeição e perseguição. Se hoje a igreja no ocidente sofre tão pouco, é porque ela abandonou o evangelho da cruz de Cristo. Não podemos nos envergonhar do Evangelho. Somente através dele o poder se manifesta na salvação de vidas. Não tenhamos receio de aceitar corajosamente todas as implicações de nossa lealdade a Cristo. Traria grande alegria para nossos irmãos perseguidos saberem que também aqui amamos a Jesus acima de tudo.

Realmente não entendemos plenamente porque Deus permite que seu povo seja perseguido. Mas nós sabemos que, no final, todos os fiéis estarão na presença de Deus, sendo galardoados, se alegrando com a vida eterna e adorando àquele que é digno de receber toda honra e glória pelos séculos dos séculos.

Jorge Noda.

 

IGREJA QUE APRENDEM

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IGREJAS QUE APRENDEM

Há alguns anos o pesquisador de Harvard, Peter Senge, demonstrou que as organizações tendem a se fragilizar e até deixar de existir se não estiverem comprometidas com um constante processo de aperfeiçoamento através da aprendizagem continuada. Foi ele quem cunhou a expressão “organizações que aprendem”. Para ele, cada membro precisa viver a aprendizagem como um estilo de vida e todos precisam melhorar constantemente seus conhecimentos e habilidades para que a missão da organização seja cumprida.

Enquanto muitas organizações visam o lucro como seu principal objetivo, a igreja tem como missão fazer discípulos de todas as nações (Mt 28:18-20). Nesse sentido, podemos dizer que a ideia de organizações que aprendem começou quando Jesus ensinou seus discípulos a fazer discípulos, ensinando-os a guardar tudo aquilo que ele ordenou. Na perspectiva bíblica, todas as igrejas precisam ser necessariamente organizações que aprendem.

Ao mesmo tempo, é triste constatar que o potencial para o cumprimento da missão fica adormecido quando a maior parte das pessoas que dizem ser discípulos de Jesus simplesmente não buscam fazer da aprendizagem constante um estilo de vida. Pelo contrário, muitos deixam-se levar pela correria e ativismo do dia a dia, priorizando o aqui e agora, valorizando os projetos pessoais em detrimento da ordem dada por Jesus.

Cabe principalmente aos líderes “equipar os santos para o desempenho do seu serviço” (Ef 4:12), isto é, edificar igrejas que aprendem. Uma igreja que aprende tem consciência de sua identidade em Cristo, vê com clareza seu propósito, busca constante aperfeiçoamento e compromete-se com a missão de fazer discípulos de Cristo.

Como podemos ser igrejas que aprendem?

  1. Reúnam-se diante de Deus buscando juntos a identidade da igreja e sua razão de existir.
  2. Façam um levantamento honesto das áreas que precisam de aperfeiçoamento e estejam prontos a reconhecer o diagnóstico alcançado.
  3. Busquem na Palavra de Deus o que deve ser feito a partir do diagnóstico.
  4. Definiam estratégias de aprendizagem que vão além de escolas bíblicas e cultos de doutrina, mas que façam parte de tudo o que a igreja e seus membros fazem.
  5. Verifiquem se está havendo aprendizagem, isto é, se cada membro está crescendo, adquirindo e exercitando habilidades ministeriais como evangelismo, discipulado, aconselhamento, etc; além de terem seu conhecimento bíblico e teológico fortalecido.
  6. Continuem sempre avançando porque igreja que aprendem não param de aprender.

GUARDE O SEU CORAÇÃO

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“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4:23).

Nós vivemos numa época de extrema insegurança. Usamos chaves, cadeados, alarmes, cercas, grades e até serviços mais sofisticados para nos guardarmos das constantes ameaças que nos rodeiam. E não poderia ser diferente, infelizmente. A escalada da violência no Brasil é algo assustador.

Mas nem sempre mostramos o mesmo tipo de cuidado para guardar o nosso coração. Não estou falando daquele órgão físico que bombeia o sangue por todo o nosso corpo, mas do coração no sentido bíblico da palavra. O coração é o nosso homem interior, o nosso verdadeiro eu, aquela parte de nós que nos define como pessoas e de onde procedem todas os nossos pensamentos, palavras e ações. A vontade de Deus é que o amemos com todo o nosso coração. Ao mesmo tempo, precisamos lembrar que o coração é enganoso e corrupto. Além de nossos olhos físicos, também temos olhos no coração, isto é, nossa capacidade de perceber realidades espirituais.

Enquanto tantas pessoas hoje se preocupam com sua aparência física, beleza, roupas e apetrechos, poucos realmente estão preocupados com o homem interior. Isso é triste porque, depois de tudo, é mais importante saber quem somos e não como as pessoas nos veem. Somente quando guardamos nosso coração realmente podemos falar de forma sábia, fazer as melhores escolhas e cumprir o propósito de Deus para nossas vidas.

Nós precisamos guardar o nosso coração quando tudo está dando certo para não deixar que ele seja ocupado pela arrogância, imediatismo e egoísmo. Precisamos guardar o nosso coração, quando tudo está dando errado para lembrar que, não importam as circunstâncias, Deus tem cuidado de nós. Precisamos guardar o coração quando estamos sendo tentados porque não há sabedoria nem benefício permanente no pecado. Precisamos guardar o coração em todos os momentos porque dele procedem as fontes da vida, isto é, tudo o que pode vir de bom procede do nosso coração. Por outro lado, se ele estiver dominado pelo pecado, o que procede dele não poder ser algo bom.

Para guardarmos o nosso coração é necessário encher ele das verdades de Deus. A boca fala do que o coração está cheio. Se nós abraçarmos a Palavra de Deus com todo o nosso ser, se nossas mentes forem transformadas pela verdade, se nossa forma de ver a vida é definida pela perspectiva da mente de Cristo, então nossa vida será frutífera, abençoada e abençoadora. Ao mesmo tempo, precisamos vigiar constantemente para não deixar que os inimigos do nosso coração encontrem espaço em nosso interior. Às vezes, já existem invasores em nosso coração que nos contaminam e minam nossas forças espirituais. Para expulsá-los, precisamos sondar o nosso coração, fazer um profundo exame interior até que descubramos os inimigos e os destruamos antes que eles nos destruam. Se for pecado, peça perdão e confie no sangue de Cristo. Se for mágoa, perdoe. Se for tristeza, alegre-se no Senhor. Se for orgulho, humilhe-se. Se for  ansiedade, ore e confie em Deus. Se for decepção, lembre-se que nosso Pai não nos decepciona.

Você está guardando o seu coração? Você está vigilante contra os inimigos da sua alma? Você tem enchido o seu coração da verdade de Deus? Você tem experimentando aquela paz indescritível por saber que o seu coração pertence ao Senhor? Acima de tudo, guarde o seu coração!

Jorge Noda.