APAGANDO O INFERNO

Apagando-o-inferno

Acabei de ler o livro “Apagando o Inferno”,de Francis Chan e Preston Sprinkle. Numa linguagem acessível e com consistência bíblica, os autores descontroem o idéia cada vez mais comum de que o inferno como entendido historicamente não é real. Por mais incômodo,inquietante e difícil que seja, só o ensino bíblico do inferno oferece respostas para a grandes questões da vida: A morte é o fim da existência? Por que o pecado é algo tão sério? O que é a justiça de Deus? Por que Jesus teve que morrer na cruz? Por que nem todos os caminhos levam a Deus? O que acontece depois da morte? Existe segunda chance? Jesus ensinou a reecarnação? Como devemos viver à luz da eternidade? Por que é loucura vivermos somente para as coisas do tempo presente? Apesar disso tudo, a maioria absoluta daqueles que se dizem porta-vozes da verdade de Deus simplesmente deixaram de ensinar sobre isso. Pelo contrário, o novo evangelho, que não é evangelho, nada tem a ver com o céu e o inferno, mas com um paraíso materialista e consumista aqui e agora. Não é impressionante?

 

Os Pilares da Família Cristã

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor” (1 Co 13:13).

 

A família, como instituição, tem enfrentado uma das maiores tempestades da história. Os ventos do relativismo têm soprado forte contra os próprios fundamentos daquilo que chamamos célula mater da sociedade. O impensável de ontem é hoje uma realidade inquietante. O divórcio tem sido visto como uma alternativa fácil para a solução de conflitos conjugais e tem deixado atrás de si um rastro de famílias destruídas, relacionamentos desfeitos, corações feridos, crianças privadas da presença de um pai ou uma mãe. A violência doméstica é muito mais comum do que o registro de ocorrências nas delegacias. A infidelidade torna-se comum e muitas vezes tolerada com resignação. A indefinição de papéis e responsabilidades deixa a família num estado de confusão e perplexidade. E, além do mais, há militantes em todas as esferas que lutam intensamente pela dissolução da família como nós a conhecemos e como Deus a projetou.

No meio dessa tempestade, a família cristã precisa estar bem fundamentada para não sucumbir diantes de tantas pressões. Ela é chamada para nadar contra a correnteza e oferecer para a sociedade o testemunho de que o projeto de Deus é infinitamente melhor do que o liberalismo sexual, o feminismo, o homossexualismo e o egoísmo.

Mas quais são os pilares sobre os quais a família cristã pode encontrar segurança e estabilidade. Na verdade são muitos, mas há três essenciais. O primeiro pilar é a fé. A família não pode se edificar na instabilidade das opiniões humanas, mas na solidez da Palavra de Deus. Mesmo diante de tantos desafios, podemos resistir à tormenta quanto cremos firmemente que céus e terra vão passar, mas a Palavra de Deus permanece para sempre. Podemos ser acusados de fanáticos, fundamentalistas, obsoletos, mas vamos continur afirmando em fé as verdades que Deus nos entregou, de uma vez por todas, nas Escrituras. A família não é uma invenção humana, é um desígnio de Deus. Deus planejou um casamento monogâmico, heterossexual, baseado no pacto entre um homem e uma mulher diante de Deus. Os filhos são dádivas de Deus e devem  ser criados dentro dos padrões de Deus. “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Sem fé, é impossível edificar uma família realmente cristã.

O segundo pilar é a esperança. Numa época de imediatismo e busca pelo prazer a qualquer preço, devemos lembrar que há um futuro prometido por Deus. A consumação da história lança sua sombra sobre nós, nos fazendo rever se estamos prontos a viver na perspectiva da eternidade. Se cremos na volta física e literal de Cristo, na ressurreição dos mortos, no julgamento final, no inferno e no céu, então não podemos viver como aquelas famílias que não conhecem a Deus. O consumismo, o materialismo, a escravidão da moda, a busca pelo prazer imediato são incompatíveis com a família que está firmada na esperança da glória. Pelo contrário, o reino de Deus será priorizado e compreenderemos que somos mordomos do que Deus nos deu. A família rica de esperança está pronta para lutar contra os ventos do imediatismo.

O terceiro pilar é o amor. “Sem amor, nada serei”, disse o apóstolo Paulo. Em tempos de conflitos familiares, o amor que flui do coração de Deus é a base mas sólida para a família. Este amor não é aquele sentimentalismo superficial que vemos nos filmes, mas uma ação do Espírito Santo que se expressa em atos concretos dentro da família. A liderança do homem, a submissão da mulher e dos filhos, a comunicação aberta, o perdão para os erros, a paciência diante das tensões, a confiança na provisão de Deus, são frutos do amor crido e praticado. Este amor não será encontrado no ativismo desenfreado e na sofreguidão por sucesso profissional a qualquer custo, mas na quietude da oração e no alimento da meditação. Este amor não será encontrado no egoísmo de interesses individuais, mas  no pacto de buscar juntos, em primeiro lugar, o reino de Deus.

Quais são os fundamentos da sua família? Sobre que pilares você tem construído o seu lar? Sobre a areia do materialismo ou sobre o pilar da fé? Sobre a fragilidade do imediatismo ou sobre a esperança da glória? Sobre a instabilidade do egoísmo ou sobre a solidez do amor? Que Deus nos conceda a graça de termos uma família edificada sobre pilares seguros para que, depois da tormenta, ela permaneça como uma evidência incontestável do poder de Deus.

Jorge Issao Noda

 

Perguntas para refletir ou compartilhar com seu grupo:

 

  1. Você concorda que família esteja sofrendo uma tempestade? Por que?
  2. Quais são os fundamentos que a maior parte das famílias considera como os mais importantes?
  3. Por que a fé é importante na edificação da família?
  4. Como a esperança influencia nossas decisões como família?
  5. Como podemos cultivar o amor, de forma prática, em nossas famílias?

 

MALDIÇÕES HEREDITÁRIAS

SEDUÇÃO CAPA

Esta conversa foi gerada no facebook e achei interessante publicá-la no meu blog, já que é um assunto que gera muitas perguntas e inquietações.
“Se devemos praticar a quebra de maldições, é essencial fazer uma pergunta: por que nem Jesus nem os apóstolos ensinaram a quebra de maldições hereditárias, se isso era tão importante?” Jorge Noda
Pastor gostaria que o Senhor me explicasse esses versículos Exodo 20:5 34:7, Numeros 14:18, Deutorônomio 5:9. Obrigada!! Verônica.

Verônica, obrigado por sua pergunta. De fato,esses textos têm sido usados para ensinar a doutrina de maldições hereditárias. Precisamos responder a duas perguntas.
A primeira pergunta é, o que a doutrina de quebra de maldições hereditárias ensina?
1.Ela ensina que as maldições procedem do diabo por causa do envolvimento das pessoas especialmente com ocultismo e outras práticas pecaminosas.
2..Ela ensina que sem a quebra de maldições Satanás tem legalidade para manter essas maldições através das gerações.
3.Ela ensina que, mesmo crentes nascidos de novo, podem estar debaixo desse poder demoníaco e que somente a quebra de maldições, na forma de uma declaração de renúncia, pode libertar.
A segunda pergunta é, o que Deus ensina através desses textos bíblicos em seus contextos e dentro do contexto do evangelho?
1.Esses textos ensinam que as maldições procedem de Deus por causa da transgressão da aliança.
2.Esses textos ensinam que o próprio Deus mantém seu juízo através das gerações, se não houver arrependimento.
3.Esses textos ensinam que a única forma de afastar essas maldições provindas de Deus é o arrependimento sincero e o abandono das práticas de pecado.
4.Esses textos ensinam que a graça de Deus é muito maior do que o seu juízo.
5.Finalmente, Jesus se fez maldição em nosso lugar, assumindo a nossa culpa. Por essa razão, não vemos a prática de quebra de maldições no ensino de Jesus e dos apóstolos.
Estou plenamente ciente que a doutrina de quebra de maldições, a princípio, parece fazer sentido, mas quando procuramos entender o real significado dos textos, verificamos que eles não ensinam essa doutrina com entendida e praticada dentro do movimento neopentecostal. Como cristãos, precisamos manter nossas convicções e práticas estritamente dentro do que Deus nos revelou em sua Palavra.

 

Alexandra Ferreira Pastor Jorge Issao Noda, graça e paz, sendo assim, a pessoa quando aceita Jesus como Senhor e Salvador e se converte, a partir deste momento já ocorre automaticamente quebra de maldições ??? não precisa mais fazer a quebra ??? ja ocorre a santificação e justificação em Cristo ? Abraço

Jorge Issao Noda Alexandra, novamente precisamos lembrar que maldições são manifestações do juízo de Deus por causa do pecado. A Bíblia não ensina quebra de maldições, mas arrependimento e conversão como meios para nos reconciliarmos com Deus. Quando nascemos de novo, somos transformados em novas criações (2 Co 5:17), recebemos vida (Ef 2:1), somos transportados do império das trevas para o reino de Cristo (Cl 1:13). Se pessoas continuam manifestando sinais de escravidão espiritual, o caminho não é quebrar maldições, mas receber a Cristo como Senhor e Salvador. Se alguém diz que já recebeu a Cristo, mas ainda continua escravo de vícios, ainda precisa nascer de novo. Uma vez conversei com um africando evangélico por que eles não quebravam maldições lá na África, um continente tão voltado ao ocultismo. Ele me disse que lá eles têm a convicção de que “se alguém está em Cristo é nova criatura”. Se, depois da conversão, enfrentamos tentações e lutas, precisamos continuamente confessar nossos pecados e buscar a comunhão com Deus através de Cristo. A santificação é um processo contínuo do poder de Deus nos transformando à imagem de seu Filho. Se inimigos espirituais nos oprimem, precisamos lembrar que Cristo tem absoluta autoridade sobre principados e potestades. Eu receio que a doutrina da quebra de maldições é tão popular porque deixamos de falar da transformação radical que o evangelho produz em todos os que já nasceram de novo.

 

 

Denise Parahyba Pastor, subsiste uma dúvida pra mim em relação à parte q o senhor diz “2.Esses textos ensinam que o próprio Deus mantém seu juízo através das gerações, se não houver arrependimento.” – A dúvida é a seguinte: Como essa afirmação se encaixa em relação ao seguinte txt bíblico muito interessante e extenso do qual transcrevo os seguintes trechos: “EZEQUIEL 18.2 Que tendes vós, vós que dizeis esta parábola acerca da terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram? 18.3 Vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, que nunca mais direis este provérbio em Israel. 18.4 Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá. 18.20 A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.”

 

Jorge Issao Noda Denise, de fato está é uma das grandes questões da relação entre o aspecto individual e corporativo da aliança. Por um lado, vemos constantemente Deus responsabilizando não somente indivíduos, mas famílias e até nações por causa de pecados individuais. Podemos pensar, por exemplo, do pecado de Acã ou dos reis de Israel. Esse conceito está expresso de forma radical no próprio sacrifício de Jesus que, como nosso substituto, pagou por nossos pecados, sem que ele tivesse cometido pecado. Ao mesmo tempo, fica claro que o juízo de Deus só permanece sobre as gerações dos filhos se esses filhos continuam na rebelião e idolatria dos pais. No momento em que esses filhos se arrependem, Deus susta o julgamento e demonstra sua misericórdia. Por isso, Deus fala através de Ezekiel que o povo de Israel entendeu errado o conceito do pecado corporativo, achando que Deus os estava punindo pelo pecado dos seus pais. Deus deixa claro que a punição hereditária só ocorre quando há responsabilidade individual dos filhos.

 

 

Alexandra Ferreira Pastor Jorge Issao Noda O Senhor é uma benção em nossas vidas, Deus continue o abençoando. Muito obrigada, me alertou e abriu meu entendimento! Shalom

 

Valdemar Gomes o crente em Cristo pode estar debaixo desse tipo de maldição se quebrar sua aliança?

Jorge Issao Noda  Que tipo de maldição? Do juízo de Deus por causa do pecado? Sim, como deixa claro 1 Co 11, quando Paulo fala sobre o perigo de não compreender o sentido da Ceia, que é nosso sinal de aliança. Ao mesmo tempo, por causa do sacrifício perfeito de Cristo, não creio que ele possa se perder eternamente. Mas creio que ele possa ser disciplinado severamente. Somente confissão e arrependimento podem restabelecer nossa comunhão com Deus. 1 Jo 1:9.

 

Denise Parahyba Pr. Jorge Issao Noda, aproveitando esse tema de batalha espiritual, tenho outra dúvida e esta diz respeito a praticantes de religiões ocultistas/espiritistas (satanismo, bruxaria, religiões afro, etc), onde a possessão demoníaca por seus adeptos é um dos elementos importantes do ritual religioso: Qdo um desses ocultistas ouve o plano de salvação em Cristo Jesus q lhe é apresentado, acaso é necessário, antes, expulsar a casta de demônios q está dentro dele, pra ele compreender o plano de salvação perfeitamente, ou sua compreensão sob tais condições não é afetada, de modo q ele, ao aceitar tal plano, os demônios são automaticamente expulsos de sua vida? Minha pergunta se dá em razão de uma experiência pela qual passei: À época eu era uma nova convertida, mas já tinha lido alguns livros sobre batalha espiritual. Fui pra uma reunião na casa de um casal de evangélicos q estava sendo dirigida por um seminarista batista convidado, e onde havia também pessoas não-crentes. Qdo estava pra se encerrar a reunião, uma das convidadas fez o seguinte questionamento ao dirigente: Embora ela tivesse muito o desejo de ler uma Bíblia q lhe tinha sido dada por uma parente, por que toda vez que ela pegava na Bíblia, vinha de repente sobre ela uma vontade enorme de vomitar, ao ponto q ela terminava jogando a Bíblia na cama ou mesmo no chão? O seminarista respondeu que poderia ser apenas impressão dela, ou então ela estava com algum distúrbio estomacal!! Ninguém falou nada e a mulher pareceu aceitar essa resposta, porém eu não aguentei! Perguntei-lhe então qual era a religião que ela costumava frequentar, e ela disse aos presentes q gostava de frequentar um terreiro de umbanda q havia perto da casa dela. O q eu desconfiava, enfim se confirmou, e qdo eu ia começar a explicar-lhe o q estava havendo com ela, o seminarista percebeu, enfim, q o problema dela era espiritual e, não, estomacal, e começou a explicar-lhe o q demônios fazem pra impedir q as pessoas se acheguem a Deus. Pra mim essa mulher era possessa, mas em momento algum da reunião ela se manifestou. Ouviu tudo calmamente, inclusive gostou dos cantos e da msg explanada, todavia, pela revelação q ela fez, ela era atormentada por esses demônios qdo, por exemplo, ela pegava numa Bíblia. Pergunto: Para a eficácia da compreensão e aceitação do plano de salvação em Jesus Cristo, essa mulher teria antes de ter a casta de demônios expulsa de si, ou mesmo os demônios habitando dentro dela, ela tinha condições plenas de aceitar a Jesus Cristo como o Sr. e Salvador de sua vida, e, assim, ao mesmo tempo, ela nascer de novo e ser liberta dos demônios?

Jorge Issao Noda  Denise, creio que o nosso maior referencial é o próprio Senhor Jesus. Em alguns momentos, pessoas se convertiam sem nenhum tipo de manifestação. Em outros, os espíritos malignos se manifestavam de forma terrível. Isso também ocorreu no ministério do apóstolo Paulo. Creio que cada caso é um caso. Às vezes, será necessário confrontar o espírito maligno e somente depois da pessoa liberta ela poderá compreender o evangelho de Cristo. Em outros casos, mesmo pessoas com profundo comprometimento com o ocultismo simplesmente ouvem o evangelho, nascem de novo e estão libertas para sempre. Precisamos lembrar que o novo nascimento é uma operação sobrenatural do Espírito Santo. Sem isso, a mera apresentação intelectual do evangelho não faz sentido nenhum, pois as pessoas estão mortas em delitos e pecados e não conseguem discernir as coisas espirituais. No caso específico que vc mencionou, provavelmente o espírito maligno não sentiu pressão para manifestar-se. Isso pode ser um golpe duro para o nosso orgulho espiritual, pois pode ser que ainda precisemos de mais jejum e oração. Não estou certo se esse foi o caso, mas tenho certeza que precisamos aprofundar nossa vida espiritual para enfrentar a realidade do conflito espiritual. Deus a abençõe!

 

Alexandra Ferreira Patricia Rodrigues veja as perguntas e as explicações do Pastor, que benção me abriu o entendimento sobre quebra de maldições

 

Trato mais sobre esse assunto em meu livro A Sedução do Engano.